domingo, 11 de novembro de 2007

um lapis,uma bike,uma ideia....

acordo bebado entre latinhas de cerveja.
meu teor alccolico so me permite sair por entre ruas desertas...
a cabeca doi,a inspiracao martela e o desejo aumenta...
pego a bike,reviso seus pneus,calibro a motivacao,insiro na mochila uma camara de ar e expiro...
quando estou no meio do caminho...
volto a linha de saida...
lembro-me que esqueci meu lapis....
me senti recem- operado,sentindo um vazio,uma lacuna perto do meu coracao de sonhador...
entro afobado em casa....
e antes que a sensacao de euforia me tome,encontrei meu bendito lapis.....
aponto-o com meus dentes afiados e quando vejo a cor do seu grafite alegro-me...
sim..agora sim sou....
a bike nesse momento se torna uma maquina voadora encantada pelo primor da companhia do lapis....
tenho uma ideia....
em todas as paisagens a qual vejo,vou delineando em contornos poeticos sua transposicao para o papel...
encarno por horas a derme de um criador de almas.....
o mundo me pertence na ponta do meu lapis...
esses sonhos construidos pertencem a categoria das divindades imaginarias,soletradas por uma boca faminta...
faminto de sede de agua bebivel do veio brotado do seu seio...
faminto de fome, da carne vinda das suas coxas,onde arranco uma lasca de prazer....
de tanto escrever o lapis desfez-se...
a bike arreou a sua estrutura andante..
e a ideia gerou formas hibridas com vontades propias....
estou num mundo onde so conheco as regras sadias.
escutar passaros ao amanhecer e contempla-los.
elogiar a lua com poemas dissonantes..
e sobretudo,exaltar o nome de quem me faz tanto bem....
renata de oliveira reis.

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