domingo, 11 de novembro de 2007

Ouvindo Lenine.

Ouvindo Lenine.....
estou vivo,vivendo o amor dominical e promissor...
ninguem faz ideia do meu sentimento....
sou arrebatado por ondas transpiradas detectando suores lambidos...
meu capuz nao cobre toda minha existencia....
e preciso muito panoe costuras infindaveis.
sonhei calibrando o prolongamento desse veiculo amigo..
colores,sabores,louvores ao amor dos amores....
beleza rendetoria,a combustao da oratoria pronunciada com a boca cheia.
oh! mundo de fragmentos ..
eis aqui a promessa de enlaces dos quais esboço desejo....
drops felizes vendidos nos sinais verdejantes....
ta relampiano....
trovoes faiscantes alvejam o dialogo de agora....
grito na chuva sagrada sem importar com os pingos de benzicao.
meu sonho virou areia..
pisado em pleno reveilon de iemanja .....
trago as pegadas de todos os pes passados pela minha superficie nada superficial..
todos os caminhos sao validos quando as tentativas alcançam armaduras persistentes.
ja vi mulheres..
vi feicoes femininas em todas as diagramaçoes possiveis...vi todas elas juntas num so ser....
e se ha de ser assim...
que a nacao tuaregue encarregue de mandar um recado especial a uma unica mulher....
nao esqueco do seu afago tatuado na alma..

Enfim..

enfim quis um cadim do brim.
poderia ser um cetim,enfim,um sem fim de envoltorios..
mas se fosse um carmim,ai de mim,nao sairia de minha boca chinfrim uma negacao..
tadim de mim,poeta nao entende de vestimenta...
talvez por andar nu com um laçim enfeitado de tapa-sexo ,eu te pergunte tanto..
um bocadim de papo jogado fora sempre a de ser um sonho,sonho bem sonhadim...
quem ri de mim,nao tem na boca o meu bafim...
escovado com a escova do meu amorzim....
morra de inveja sem a ajuda do rin tin tin.
e sem a escolta chamativa do plim plim,pra te alumiar.
respiro um arzim soprado da boca cheirosa dessa linda
.enfim..um amor sem fim....bao pra mim.

um lapis,uma bike,uma ideia....

acordo bebado entre latinhas de cerveja.
meu teor alccolico so me permite sair por entre ruas desertas...
a cabeca doi,a inspiracao martela e o desejo aumenta...
pego a bike,reviso seus pneus,calibro a motivacao,insiro na mochila uma camara de ar e expiro...
quando estou no meio do caminho...
volto a linha de saida...
lembro-me que esqueci meu lapis....
me senti recem- operado,sentindo um vazio,uma lacuna perto do meu coracao de sonhador...
entro afobado em casa....
e antes que a sensacao de euforia me tome,encontrei meu bendito lapis.....
aponto-o com meus dentes afiados e quando vejo a cor do seu grafite alegro-me...
sim..agora sim sou....
a bike nesse momento se torna uma maquina voadora encantada pelo primor da companhia do lapis....
tenho uma ideia....
em todas as paisagens a qual vejo,vou delineando em contornos poeticos sua transposicao para o papel...
encarno por horas a derme de um criador de almas.....
o mundo me pertence na ponta do meu lapis...
esses sonhos construidos pertencem a categoria das divindades imaginarias,soletradas por uma boca faminta...
faminto de sede de agua bebivel do veio brotado do seu seio...
faminto de fome, da carne vinda das suas coxas,onde arranco uma lasca de prazer....
de tanto escrever o lapis desfez-se...
a bike arreou a sua estrutura andante..
e a ideia gerou formas hibridas com vontades propias....
estou num mundo onde so conheco as regras sadias.
escutar passaros ao amanhecer e contempla-los.
elogiar a lua com poemas dissonantes..
e sobretudo,exaltar o nome de quem me faz tanto bem....
renata de oliveira reis.

sábado, 10 de novembro de 2007

NAUFRAGIO.....

NAUFRAGUEI......
SENTI AS ONDAS ME LEVAREM,ARRASTANDO-ME COM SUAS BRUMAS MEIGAS E FIRMES MEU CORPO CANSADO...
EU ERA AGUA POR TODOS OS POROS,RECORRIA A SOFREGUIDAO PARA TENTAR ENTENDER O MOMENTO QUE TURBILHAVA MEU CEREBRO..
O ESQUECIMENTO MOMENTANEA SE PROLONGAVA....
NAO CONSEGUIA REMEMORAR MINHA IDENTIDADE OFICIALIZADA...
ME DEPAREI NUM LUGAR INEDITO NAS MINHAS ANDANCAS....
HABITAT SERENO,ONDE OS OLHOS DO MUNDO TEM UMA COR RADIANTE....
OS PELOS DAS ENCOSTAS TEM UMA TESSITURA BOA DE SE TOCAR...
E AS CURVAS QUE MARGEAM ESSE LUGAR TEM UMA SINUOSIDADE REALMENTE ENCANTADORA...
A DIVERSIDADE HUMANA DESSE LUGAR ME ENCANTA....
SERIA MINHA VISAO DO PARAISO....
AQUI,DEITO SOBRE A RELVA E NAMORO O TEMPO....
FACO VERSOS LIVRES SOBRE A ALEGRIA DE CHEGAR A UM LUGAR ONDE ME DEPARO COM REENCONTROS..
REENCONTREI-ME VENDO A FILHA DESSA ILHA...A FELICIDADE..
NAUFRAGUEI..
O QUE ME PARECEU O FIM, A PIOR TORMENTA,O MEU FIM.....
FOI NA VERDADE O INICIO..
O INICIO DE UM NAUFRAGIO ONDE A PESSOA NUNCA FICA ISOLADA,MAS SIM PROXIMA DE TUDO QUE MAIS AMA..

VENTANIA.......

VENTANIA....
VENTAVA VENTO....
VENTINHO VINDO VAGAROSAMENTE..
VOAVA VOCIFERANDO VERBETES E VEUS..
VIBRAVA VOGAIS VIRTUOSAMENTE VERDADEIRAS.
VAGAVA VENDO VAGOES VOLATEIS VERGENDO VALENTIAS...
VENTANIA ,VALOROSA VENTA VARRENDO VULTOS VIRULENTOS....
VENTAVAM VOZES VERIDICAS VERIFICANDO VIVENCIAS...
VULCOES VOADORES VALIDARAM VARIAS VISOES.
VERSICULOS VERDES VENCERAM VULTOS..
VI VIGOR VENTANDO VOOS VELOZES.
VENTANIA VITAL..
VENTANIA..

VENDO VELAS,VENDO VENTO,VENDO ELA........

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

chapeu de palhinha...

te dou meu chapeu..
embora ambiciono te dar o ceu...
nao me contento com pouco..
redobro meu cantil e enfrento a sequidao.
sinto-me irrigado intimamente nas cheias do egito...
da minha fertilidade brota meu escrito...
enquanto a dama passa com seus trajes -vestidos.
eu abaixo o chapeu num cerimonial choroso..
reverenciando cada centimetro de formosura...

Africana.....
viva dentre os seres mais vivos......
olhar longinquo avistando eras profeticas....
semeia graos de polen e nascem vendavais..
sorri aos povos e angareia esperancas ja morridas...
dentro do seu coracao mora uma guerreira com lanca em riste....
capaz de sangrar a fatalidade e converte-la em bonanza.....
mulher feita um rio de oxum ......
representativo e soberano em suas essencias....
nao aceita maledicencias ao nome sagrado de sua prole.....
samba nas mangueiras e o suor advindo do frenesi do seu sacolejo,vira historia viva....
fico intrigado ....
olha contemplando imagens nas quais vemos rasuras,chuviscos....
sua fotografia tem a grafia sensivel incompreensivel aos nao-visionarios....
eu te suplico..me olhe....me enxergue sempre......
entre os safaris ,entre as pendengas....
me busque e alveje sua lanca na molera ainda aberta...
e feche em definitivo o destino eterno de te amar...

sobretudo..

sobretudo...meu tudo sobre mim e algo maior que eu.....
meus olhos nao me pertencem mais....
meus musculos paralisaram....
so locomovo igual ao polvo,tentaculoso....
abrindo meus pseudos pes,so andando no chao estrelado por ela....
bela flor das imensidoes...
agua vital dos sertoes...
paisagem dos cerrados...
axe soteropolitana....
voz dialeta,predileta dos meus sonhos exagerados..
tenho todos os meus lados do corpo tomados por sua radiotivadade...
a cardia do amor sensivel....
que encontrou na minha deficiencia perecivel,o diamante a ser lapidado...

nkento...

seria capaz de refazer o ato de fazer continuadamente..
seria crente....
mapeando a voz dela com uma caixa de ressonancia..
assim , sentiria seus timbres a distancia..
em cada fragancia apos banho....
seria ovelha daesgarrada do seu rebanho....
pedindo num gesto simples que me arrebanhe..
que me banhe em seu cobertor quente ,calorico....
me trazendo para um paralelo so nosso.
onde posso ser quem eu sempre fui..
feliz e ameno embaixo dos seus fios afros.